22 22UTC Junho 22UTC 2009

Estudos sobre gênero contribuem nas Universidades

Muitas pessoas ainda hoje sofrem com o preconceito e com os padrões vigentes, que apoiados na heterossexualidade, no homem e no poder, acabam excluindo e rotulando como “desviantes” aqueles que não se encaixam nem se identificam com as regras que lhes são impostas desde o nascimento.

O sistema patriarcal que rege a organização da maioria das sociedades do mundo atinge e prejudica as mulheres em geral, e também os homens, principalmente aqueles em que a sexualidade diverge do que é considerado normativo. As chacotas e agressões sofridas por esses grupos, algumas vezes noticiadas no jornal, e quase sempre vistas no dia a dia, revelam o alto grau de intolerância de muitas pessoas.

Com base em seus conhecimentos sobre Michael Foucault, importante filósofo que estudou principalmente o poder e a sexualidade, a professora de história da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora de diversos livros, Margareth Rago, afirmou no seminário Estudos Feministas e de Gênero em Brasília: Diálogos interdisciplinares (5 e 6 de junho de 2009), que “só enxergando bem o poder e a dominação para conseguir resistir”. A melhor maneira de enxergar o poder e a dominação, para que eles possam ser desconstruídos e os antigos padrões sejam derrubados, dando espaço à diversidade, é estudando-os.

O V Enecult (Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura), em Salvador, contou com a participação de três importantes pesquisadores que estudam gênero e sexualidade no Brasil. Guacira Lopes Louro, Larissa Pelúcio e Luiz Paulo da Moita Lopes colocaram em debate os novos estudos sobre gênero em uma mesa-redonda, no dia 29 de maio, às 10h, no salão da Reitoria da UFBA. O professor do IHAC, Leandro Colling, vice-coordenador do Cult (Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura) apontou uma das questões centrais de proposta para a mesa redonda a discussão sobre as colaborações dos chamados estudos gays e lésbicos, da travestilidade e da masculinidade. Estes estudos ainda são pouco desenvolvidos no Brasil, mas corroboram para as discussões sobre gênero, de acordo com Colling.

A professora Guacira Lopes Louro, doutora em Educação pela Unicamp, licenciada em História e mestre em Educação pela UFRGS, é conhecida divulgadora e estudiosa da Teoria Queer no Brasil. Seus trabalhos analisam, principalmente, o despreparo da escola na formação de discussões com temáticas de gênero e sexualidade e as grandes barreiras encontradas pelo grupo docente ao se deparar com estudantes que não são heterossexuais. O professor Luiz Paulo da Moita Lopes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também trabalha com temas semelhantes, em especial como ocorre a construção das identidades de gênero em várias instituições, a exemplo da escola, a família e a mídia. Já a pesquisadora Larissa Pelúcio, da Universidade de Campinas, estuda as travestis. Atualmente, ela desenvolve sua pesquisa de pós-doutorado intitulada “Trans migrações: corpos, gêneros e prazeres na experiência de travestis brasileiras na indústria espanhola do sexo”.

Na Universidade de Brasília (UnB), o professor de filosofia Hilan Bensusan coordena o Núcleo de Estudos de Diversidade Sexual e Gênero (Nedig), que oferece a disciplina Feminismos e Teoria Queer. Além de sofrer muita polêmica, era formada inicialmente apenas por estudantes da Universidade de Brasília que participaram da disciplina Seminário Teórico Crítico da História da Arte – STCHA 11 e 12, ministrada pelo docente Belidson Dias, professor do Instituto de Artes – IdA. Na tentativa de atender à grande demanda, a disciplina pôde ser ofertada pela primeira vez neste primeiro semestre de 2009, sem necessidade de pré-requisitos, pelo Nedig do Ceam (Centro de estudos avançados multidisciplinares).

Sua ementa está dividida em três unidades e filmografia. A primeira parte é chamada “Críticas feministas à heterossexualidade”, a segunda “Guerras sexuais feministas” (versão feminista de Star Wars) e a terceira oferece textos sobre “multidões queer”, “a epistemologia do armário” e os diversos sexos, além de destacar os direitos das mulheres e dos gays. Entre as unidades I e II, a autora americana Alice Walker recebe atenção especial com sua crítica ao pensamento hetero, através de dois textos, “Uma carta dos tempos” e “Separando-se”. No final do programa, há uma filmografia básica aberta a sugestões dos alunos. Os dois filmes mais sugeridos são “Happy Together”, do Wong Kar Wai, e “The accused”, com Jodie Foster. Respectivamente, tratam o romance entre dois rapazes de Hong Kong e o caso real de uma mulher violentada dentro de um bar.

A matéria rende crédito aos alunos e possui carga horária de uma disciplina inteira. O feminismo, que já é termo conhecido pelo imaginário coletivo, apesar de muitas vezes mal interpretado, além de defender, estuda diversas questões relacionadas às mulheres, como desigualdade, direitos e deveres. Já a Teoria Queer é menos difundida. Ela afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de gênero dos indivíduos são o resultado de uma construção social, e que cada corpo possui uma reação particular. Por não haver determinantes, não faz sentido falar de “mulheres” em geral, ou qualquer outro grupo, uma vez que identidades são constituídas a partir de muitos elementos. Assumir a consideração de pessoas dentro de termos gerais é baseado em uma característica compartilhada e é equivocado. De fato, ela propõe que deliberadamente nós desafiamos todas as noções de identidade fixadas, em variadas e não-predicáveis maneiras.

A Teoria Queer é baseada, em parte, no trabalho de Judith Butler (em particular seu livro “Gender Trouble”, 1990) e fortemente influenciada pelo trabalho de Michel Foucault, Jacques Derrida, e outros desconstrucionistas. Grande parte da intolerância pela qual passa dentro das Universidades advém da idéia ludibriada de alunos e professores leigos que colocam a “teoria queer” como simplesmente um outro nome para os estudos gays e lésbicos. Apesar de ter emergido destes estudos na década de 90, trata-se de correntes diferentes. A teoria em questão abrange diversas outras porções da sociologia e teoria cultural e lança um desafio duplo tanto ao feminismo, e sua idéia do gênero, como parte essencial do ser.

Considerando que os estudos gays/lésbicos focaram suas investigações na questão de a homossexualidade ser um comportamento “natural” ou “anti-natural”, permanecendo dentro de uma lógica binária, a Teoria Queer expande o foco investigativo ao encampar qualquer tipo de atividade sexual ou identidade que se esteja na fronteira de categorias normativas ou desviantes.

A tradução de queer significa “estranho” ou “esquisito”, mas também é gíria que se equipara a termos pejorativos, como “viado”, “bicha” ou “sapatão”. Segundo Guacira Lopes Louro, no texto “Os estudos feministas, os estudos gays e lésbicos e a teoria queer como políticas de conhecimento”, publicado na revista virtual feminista Labrys, a expressão frequentemente repetida como xingamento constituiu-se num enunciado performativo que fez e que faz existir aqueles e aquelas a quem nomeia. “Performativamente, instituiu a posição marginalizada e execrada. A posição que teria de ser indesejada. No entanto, virando a mesa e revertendo o jogo, alguns assumiram o queer, orgulhosa e afirmativamente, buscando marcar uma posição que, paradoxalmente, não se pretende fixar”, explica.

O ensino da teoria causa polêmica, devido às diferentes crenças e causas que os estudantes acodem, e também por causa daqueles que acreditam na existência de papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana.

O estudante Bruno Carlucci, do curso de Letras, teme o perigo do excesso de relativização na Teoria Queer e comenta questões como prostituição e pedofilia em volta dos teóricos: -Comecei a estudar teoria queer recentemente. Sempre rola uma tensão nas discussões, pois grande parte das teóricas feministas questionam certos posicionamentos por parte de muitos teóricos queer, como relativistas demais. Por exemplo, a questão da pornografia e do BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo). E não posso deixar de concordar com grande parte dessas críticas quando vejo muitos teóricos queer e pessoas que se alinham com tal teoria ignorarem todos os problemas da indústria pornográfica, olhando muito mais os aspectos relativos, tentando tornar a questão complexa e ignorando as implicações materiais de uma indústria bilionária que objetifica pessoas e naturaliza determinadas práticas como essenciais para a cultura. A questão do posicionamento em relação à prostituição também é outro problema e pior ainda, tem a questão da pedofilia em que há teóricos identificados como queer que se alinham com a visão de determinadas organizações pró-pedofilia como a NAMBLA (North American Man-Boy Love Association).

Segundo o professor Wagner Diniz, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, é preciso admitir que a exploração do corpo feminino e a transformação do corpo em objeto, das quais tradicionalmente a acusaram, podem desfrutar de alguma validade ainda nos dias de hoje. No entanto, ele defende que seria igualmente interessante a apropriação de outras perspectivas quanto ao tema, inclusive aquelas que redimem a pornografia de todas as censuras que ela sofreu ao longo do tempo por vários segmentos sociais. Em relação à pedofilia, ele aponta ser um fato em torno do qual os direitos das crianças e adolescentes devem ser assegurados, mas renega a forma como é feita pela sociedade, através da criação de uma ânsia de estabelecer patologias e punições criminais infundadas:“Acontece mesmo uma notória e completamente desnecessária demonização de pessoas e uma real e sensacionalista caça às bruxas”. – De maneira que, não se trata de defesa de atitudes tal como a pedofilia, que afinal é um crime, mas uma maneira de lidar com o tema sob outras perspectivas menos radicais, quando constatamos por exemplo que a mesma parcela da sociedade que condena ardorosamente a pedofilia é aquela que se encanta com o apelo sexual de jovens (cada vez mais jovens) corpos expostos na mídia, ou que hipervaloriza a frescura e o vigor da juventude em detrimento das marcas do tempo ou qualquer outro sinal de decadência física, ou ainda cujo avô ou qualquer outro ascendente tenha casado com uma meninota mal ela tivesse tido sua primeira menstruação e isto era perfeitamente aceito e até desejado pelos pais da menina- prossegue Diniz.

Tânia Montoro, professora da UnB que foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem) da universidade e brigou pela criação da delegacia de atendimento especial à Mulher (DEAM) no Distrito Federal, afirma que estudos de gênero continuam sendo marginalizados, recebendo pouco espaço no meio acadêmico. Durante o Estudos Feministas e de Gênero em Brasília, que além da já citada Margareth Rago, também contou com a presença de muitos outros especialistas em gênero e feminismo, Montoro, que é reconhecida nacionalmente por seus trabalhos, conta que já foi criticada pela linha que segue e aconselhada a tomar frente de assuntos “mais sérios”. Ela afirma também que “as faculdades não abrem cursos de gêneros e a mídia ainda não sabe representar minorias”, e acrescenta que as pessoas não entendem elementos abstratos com facilidade, por isso disciplinas nessas áreas são tão importantes.

22 22UTC Dezembro 22UTC 2008

1968: Conscientemente ou não, ano de revolução feminina

O início de uma revolução

1968-feminismoQuarenta anos passaram-se e 1968 continua ativo no imaginário coletivo.

Pudera. Um ano de intensa revolução, principalmente cultural e, curiosamente, paralela em diversos lugares, não pode ser esquecido assim facilmente.
Brasil, França, Estados Unidos, República Tcheca e Alemanha são alguns dos países em que jovens inconformados protestavam, quebravam regras, exigiam reformas políticas ou o que quer que fosse necessário para a melhoria de sua pátria.

Com isso, as minorias antes deixadas de lado, passaram a também ter voz, como, por exemplo, negros, homossexuais e, claro, as mulheres.

Para esclarecer: o feminismo não surgiu em 68. Várias mulheres de épocas anteriores já haviam lutado contra a dominação masculina e o patriarcado de uma maneira geral, revoltando-se com a baixa instrução que lhes era destinada, exigindo o direito de votar e mais participação política, entre outras coisas. Mas 68 foi um ano barulhento e, para serem ouvidas, as mulheres precisavam fazer barulho também.

A emblemática queima de sutiãs

Quando o assunto é feminismo no ano de 1968, logo vem à cabeça das pessoas mulheres queimando sutiãs. De acordo com a doutora de Sociologia em Educação, a paulista Daniela Auad, em seu livro “Feminismo – Que história é essa?”, isso não passa de exagero de jornalistas que, na época, queriam chamar atenção. Ela conta que o acontecido, na verdade, foi o seguinte: em um concurso de Miss, nos EUA, mulheres se uniram para protestar contra os altos padrões de beleza vigentes, e jogaram sutiãs e cosméticos em baldes de lixo.

Já a alemã Frigga Haug, professora de Sociologia e Psicologia Social, afirma em seu texto “O novo movimento feminista”, que em protesto contra a indústria de lingerie, uma queima de sutiãs foi organizada em Berlim.

Sutiãs à parte, o importante é que as mulheres de diferentes locais estavam protestando contra comportamentos que lhes eram impostos. Elas não queriam ser o que era esperado que uma mulher fosse. Elas queriam autonomia.

O porquê de seus atos deve ser analisado. Não apenas os atos lançados a esmo, como se não possuíssem causa ou fundamento. Muitas vezes, com o intuito de menosprezar e criticar o feminismo, a tal “queima de sutiãs” é usada para “demonizar” a imagem das mulheres.

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5 05UTC Dezembro 05UTC 2008

A jornada do escritor

direito20320maos20escrevendo20-efaioli“A jornada do escritor”, livro de Christopher Vogler, roteirista e consultor de diversos longa-metragens bem-sucedidos da Walt Disney, Warner Bros, 20th Century Fox, entre outras grandes empresas, é um convite à viagem da escrita.

Com a experiência de quem já avaliou muitos roteiros, ele conta como várias narrativas, apesar de diferentes entre si, apresentam estruturas semelhantes. “Pelos anos afora, comecei a reparar que havia alguns elementos comuns nos mitos e nas histórias de aventuras, certos personagens, adereços, locações e situações que eram intrigantemente familiares”, escreve.

Quando se deparou com o trabalho do mitólogo Joseph Campell, em especial o livro “O herói de mil faces”, Vogler finalmente pôde organizar suas intuições a respeito dos padrões vigentes nos mitos e na construção das histórias. As idéias de Campbell basicamente eram essas: em seus estudos mundiais do “mito do herói”, percebeu que todas as narrativas, conscientemente ou não, são baseadas nas mesmas coisas. Os detalhes e as variações mudam em cada época e cultura mas, fundamentalmente, são iguais. A história é sempre sobre um herói, que sai do lugar em que está acostumado a viver por alguma causa em especial e acaba entrando em uma grande aventura, passando por diversas situações e provações. Vogler conta o “mito do herói” à sua própria maneira, e convida o leitor a fazer o mesmo. Ele afirma que cada contador de histórias possui diferentes propósitos e necessidades culturais.

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3 03UTC Dezembro 03UTC 2008

1968: O ano que não terminou

Zuenir Ventura

Zuenir Ventura

“1968: O ano que não terminou” é um livro do escritor e jornalista Zuenir Ventura e foi lançado 20 anos após a data do título. Serviu de inspiração para a minissérie “Anos Rebeldes”, veiculada em 1992 na Rede Globo, e até hoje é uma referência para estudiosos e curiosos sobre o assunto.

Zuenir não apenas escreveu, como também esteve envolvido em muitos dos acontecimentos.  Mas, além da vivência, muita pesquisa foi feita em jornais e revistas antigos, e milhares de depoimentos foram concedidos. Isso permitiu uma variedade maior de pontos de vista, garantindo um arquivo mais extenso de fatos no imaginário do leitor, o que ajuda na reconstrução e entendimento do que está sendo contado.

O livro aborda superficialmente o ano de 1968 nos outros países, e mergulha totalmente no Brasil da época. Começa falando sobre o “Réveillon da Casa da Helô”, festa que aconteceu na virada de 1967 para 1968 com diversas personalidades, intelectuais e políticos, usada como metáfora para contextualizar o que estava por vir. “Mais do que buscar diferenças ideológicas e pessoais, era hora procurar os seus pares, acertar o passo e dançar conforme a música”, escreve o jornalista.

A partir do “Réveillon da Casa da Helô”, vários personagens reais da época vão surgindo e nos transportando para outros acontecimentos, atraindo mais outros personagens. Seus hábitos, comportamentos e ideais vão sendo revelados. A bebedeira juvenil vai se tornando algo mais condensado a partir do momento em que esses até então jovens se reúnem e começam a questionar valores vigentes (muitos até hoje), como virgindade, profissões, casamento e sua funcionalidade, entre outros.

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28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Shattered Glass

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O filme ‘Shattered Glass’, de 2003, escrito e dirigido por Billy Ray, é baseado em fatos reais. Conta a trajetória profissional de Stephen Glass, um jornalista que chegou ao topo de sua carreira com apenas 25 anos de idade, trabalhando na The New Republic, importante revista norte-americana e, devido a atitudes fraudulentas, arruinou tudo o que construiu.

Ele era uma pessoa muito querida no seu trabalho. Tinha muito medo de repreensões e estava sempre tentando agradar aos colegas e superiores. Escrevia ótimos artigos, com histórias interessantes, mas que já apresentavam sinais de farsa pois, muitas vezes, informações contidas em suas reportagens eram questionadas. Glass desconversava. Até então não existiam muitas provas concretas de sua dissimulação.

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19 19UTC Novembro 19UTC 2008

Ética no Jornalismo

O assunto “ética” é muito discutido hoje em dia e, diferentemente da moral, palavra que muitas vezes inconscientemente (e erroneamente) associamos como um sinônimo, não procura ditar regras de conduta, definindo o que é certo ou errado. A ética visa o entendimento das relações humanas e o modo de pensar dos homens.

Ao tratarmos desse assunto, não devemos nos basear apenas em determinadas atitudes isoladamente para chegarmos a uma conclusão, mas também no contexto em que essas atitudes foram tomadas, e com que intenções. É aí que entra a discussão da ética no jornalismo. É errado mentir e subornar fontes para conseguir informações de interesse público? É errado usar textos de outras pessoas sem citá-las como autoras dos mesmos? É errado publicar informações falsas que irão prejudicar inocentes? E publicar fatos apurados que prejudicarão pessoas que realmente cometeram erros?

Orson Welles

Orson Welles

Há 70 anos, ocorreu um dos acontecimentos pioneiros nesse tipo de discussão. Orson Welles, na época radialista, transmitiu o livro “Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells, que fala sobre a invasão da Terra por extraterrestres, na CBS. Ele alertou apenas no início da transmissão que se tratava da reprodução de uma obra de ficção. Mas tamanha era a veracidade com que ele atuava (apesar de alguns detalhes que o denunciavam, mas as pessoas não reparavam, como por exemplo, ele estar em um lugar e, rapidamente já estar em outro), que isso gerou uma espécie de histeria coletiva na população americana. Após a verdade ter vindo à tona, ele foi induzido a dizer que não causou a comoção intencionalmente. Com o tempo, afirmou que sua intenção foi fazer uma experiência para as pessoas perceberem que não devem sempre acreditar cegamente em informações pré-formatadas. Foi anti-ético o que Welles fez?

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17 17UTC Outubro 17UTC 2008

Testando…1, 2, 3

Oi pessoal, tudo bem?

Após apanhar um pouquinho do wordpress (n00b), peguei o jeito com essa coisa.

Em breve estarei postando pra valer!! Me aguardem, muahaha(/risadamaligna).