<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>De tudo um pouco.</title>
	<atom:link href="http://mairavalerio.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://mairavalerio.wordpress.com</link>
	<description>Not another weblog.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Jun 2009 18:29:51 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<cloud domain='mairavalerio.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/4fc21fa5dd4d75decaa14a09e32a584d?s=96&#038;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>De tudo um pouco.</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com</link>
	</image>
			<item>
		<title>Estudos sobre gênero contribuem nas Universidades</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2009/06/22/estudos-sobre-genero-contribuem-nas-universidades/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2009/06/22/estudos-sobre-genero-contribuem-nas-universidades/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 18:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[teoria queer]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=106</guid>
		<description><![CDATA[Muitas pessoas ainda hoje sofrem com o preconceito e com os padrões vigentes, que apoiados na heterossexualidade, no homem e no poder, acabam excluindo e rotulando como “desviantes” aqueles que não se encaixam nem se identificam com as regras que lhes são impostas desde o nascimento.
O sistema patriarcal que rege a organização da maioria das [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=106&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Muitas pessoas ainda hoje sofrem com o preconceito e com os padrões vigentes, que apoiados na heterossexualidade, no homem e no poder, acabam excluindo e rotulando como “desviantes” aqueles que não se encaixam nem se identificam com as regras que lhes são impostas desde o nascimento.</p>
<p>O sistema patriarcal que rege a organização da maioria das sociedades do mundo atinge e prejudica as mulheres em geral, e também os homens, principalmente aqueles em que a sexualidade diverge do que é considerado normativo. As chacotas e agressões sofridas por esses grupos, algumas vezes noticiadas no jornal, e quase sempre vistas no dia a dia, revelam o alto grau de intolerância de muitas pessoas. </p>
<p>Com base em seus conhecimentos sobre Michael Foucault, importante filósofo que estudou principalmente o poder e a sexualidade, a professora de história da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora de diversos livros, Margareth Rago, afirmou no seminário Estudos Feministas e de Gênero em Brasília: Diálogos interdisciplinares (5 e 6 de junho de 2009), que “só enxergando bem o poder e a dominação para conseguir resistir”. A melhor maneira de enxergar o poder e a dominação, para que eles possam ser desconstruídos e os antigos padrões sejam derrubados, dando espaço à diversidade, é estudando-os. </p>
<p>O V Enecult (Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura), em Salvador, contou com a participação de três importantes pesquisadores que estudam gênero e sexualidade no Brasil. Guacira Lopes Louro, Larissa Pelúcio e Luiz Paulo da Moita Lopes colocaram em debate os novos estudos sobre gênero em uma mesa-redonda, no dia 29 de maio, às 10h, no salão da Reitoria da UFBA. O professor do IHAC, Leandro Colling, vice-coordenador do Cult (Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura) apontou uma das questões centrais de proposta para a mesa redonda a discussão sobre as colaborações dos chamados estudos gays e lésbicos, da travestilidade e da masculinidade. Estes estudos ainda são pouco desenvolvidos no Brasil, mas corroboram para as discussões sobre gênero, de acordo com Colling.</p>
<p> A professora Guacira Lopes Louro, doutora em Educação pela Unicamp, licenciada em História e mestre em Educação pela UFRGS, é conhecida divulgadora e estudiosa da Teoria Queer no Brasil. Seus trabalhos analisam, principalmente, o despreparo da escola na formação de discussões com temáticas de gênero e sexualidade e as grandes barreiras encontradas pelo grupo docente ao se deparar com estudantes que não são heterossexuais. O professor Luiz Paulo da Moita Lopes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também trabalha com temas semelhantes, em especial como ocorre a construção das identidades de gênero em várias instituições, a exemplo da escola, a família e a mídia. Já a pesquisadora Larissa Pelúcio, da Universidade de Campinas, estuda as travestis. Atualmente, ela desenvolve sua pesquisa de pós-doutorado intitulada “Trans migrações: corpos, gêneros e prazeres na experiência de travestis brasileiras na indústria espanhola do sexo”. </p>
<p>Na Universidade de Brasília (UnB), o professor de filosofia Hilan Bensusan coordena o Núcleo de Estudos de Diversidade Sexual e Gênero (Nedig), que oferece a disciplina Feminismos e Teoria Queer. Além de sofrer muita polêmica, era formada inicialmente apenas por estudantes da Universidade de Brasília que participaram da disciplina Seminário Teórico Crítico da História da Arte &#8211; STCHA 11 e 12, ministrada pelo docente Belidson Dias, professor do Instituto de Artes &#8211; IdA. Na tentativa de atender à grande demanda, a disciplina pôde ser ofertada pela primeira vez neste primeiro semestre de 2009, sem necessidade de pré-requisitos, pelo Nedig do Ceam (Centro de estudos avançados multidisciplinares).  	</p>
<p>Sua ementa está dividida em três unidades e filmografia. A primeira parte é chamada “Críticas feministas à heterossexualidade”, a segunda “Guerras sexuais feministas” (versão feminista de Star Wars) e a terceira oferece textos sobre “multidões queer”, “a epistemologia do armário” e os diversos sexos, além de destacar os direitos das mulheres e dos gays. Entre as unidades I e II, a autora americana Alice Walker recebe atenção especial com sua crítica ao pensamento hetero, através de dois textos, “Uma carta dos tempos” e “Separando-se”.  No final do programa, há uma filmografia básica aberta a sugestões dos alunos. Os dois filmes mais sugeridos são “Happy Together”, do Wong Kar Wai, e “The accused”, com Jodie Foster. Respectivamente, tratam o romance entre dois rapazes de Hong Kong e o caso real de uma mulher violentada dentro de um bar. </p>
<p>A matéria rende crédito aos alunos e possui carga horária de uma disciplina inteira. O feminismo, que já é termo conhecido pelo imaginário coletivo, apesar de muitas vezes mal interpretado, além de defender, estuda diversas questões relacionadas às mulheres, como desigualdade, direitos e deveres. Já a Teoria Queer é menos difundida. Ela afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de gênero dos indivíduos são o resultado de uma construção social, e que cada corpo possui uma reação particular. Por não haver determinantes, não faz sentido falar de &#8220;mulheres&#8221; em geral, ou qualquer outro grupo, uma vez que identidades são constituídas a partir de muitos elementos. Assumir a consideração de pessoas dentro de termos gerais é baseado em uma característica compartilhada e é equivocado. De fato, ela propõe que deliberadamente nós desafiamos todas as noções de identidade fixadas, em variadas e não-predicáveis maneiras. </p>
<p>A Teoria Queer é baseada, em parte, no trabalho de Judith Butler (em particular seu livro &#8220;Gender Trouble&#8221;, 1990) e fortemente influenciada pelo trabalho de Michel Foucault, Jacques Derrida, e outros desconstrucionistas. Grande parte da intolerância pela qual passa dentro das Universidades advém da idéia ludibriada de alunos e professores leigos que colocam a &#8220;teoria queer&#8221; como simplesmente um outro nome para os estudos gays e lésbicos. Apesar de ter emergido destes estudos na década de 90, trata-se de correntes diferentes. A teoria em questão abrange diversas outras porções da sociologia e teoria cultural e lança um desafio duplo tanto ao feminismo, e sua idéia do gênero, como parte essencial do ser.</p>
<p>Considerando que os estudos gays/lésbicos focaram suas investigações na questão de a homossexualidade ser um comportamento &#8220;natural&#8221; ou &#8220;anti-natural&#8221;, permanecendo dentro de uma lógica binária, a Teoria Queer expande o foco investigativo ao encampar qualquer tipo de atividade sexual ou identidade que se esteja na fronteira de categorias normativas ou desviantes.</p>
<p>A tradução de queer significa “estranho” ou “esquisito”, mas também é gíria que se equipara a termos pejorativos, como “viado”, “bicha” ou “sapatão”. Segundo Guacira Lopes Louro, no texto “Os estudos feministas, os estudos gays e lésbicos e a teoria queer como políticas de conhecimento”, publicado na revista virtual feminista Labrys, a expressão frequentemente repetida como xingamento constituiu-se num enunciado performativo que fez e que faz existir aqueles e aquelas a quem nomeia. “Performativamente, instituiu a posição marginalizada e execrada. A posição que teria de ser indesejada. No entanto, virando a mesa e revertendo o jogo, alguns assumiram o queer, orgulhosa e afirmativamente, buscando marcar uma posição que, paradoxalmente, não se pretende fixar”, explica.</p>
<p>O ensino da teoria causa polêmica, devido às diferentes crenças e causas que os estudantes acodem, e também por causa daqueles que acreditam na existência de papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana.</p>
<p>O estudante Bruno Carlucci, do curso de Letras, teme o perigo do excesso de relativização na Teoria Queer e comenta questões como prostituição e pedofilia em volta dos teóricos: -Comecei a estudar teoria queer recentemente. Sempre rola uma tensão nas discussões, pois grande parte das teóricas feministas questionam certos posicionamentos por parte de muitos teóricos queer, como relativistas demais. Por exemplo, a questão da pornografia e do BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo). E não posso deixar de concordar com grande parte dessas críticas quando vejo muitos teóricos queer e pessoas que se alinham com tal teoria ignorarem todos os problemas da indústria pornográfica, olhando muito mais os aspectos relativos, tentando tornar a questão complexa e ignorando as implicações materiais de uma indústria bilionária que objetifica pessoas e naturaliza determinadas práticas como essenciais para a cultura. A questão do posicionamento em relação à prostituição também é outro problema e pior ainda, tem a questão da pedofilia em que há teóricos identificados como queer que se alinham com a visão de determinadas organizações pró-pedofilia como a NAMBLA (North American Man-Boy Love Association). </p>
<p>Segundo o professor Wagner Diniz, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, é preciso admitir que a exploração do corpo feminino e a transformação do corpo em objeto, das quais tradicionalmente a acusaram, podem desfrutar de alguma validade ainda nos dias de hoje. No entanto, ele defende que seria igualmente interessante a apropriação de outras perspectivas quanto ao tema, inclusive aquelas que redimem a pornografia de todas as censuras que ela sofreu ao longo do tempo por vários segmentos sociais. Em relação à pedofilia, ele aponta ser um fato em torno do qual os direitos das crianças e adolescentes devem ser assegurados, mas renega a forma como é feita pela sociedade, através da criação de uma ânsia de estabelecer patologias e punições criminais infundadas:“Acontece mesmo uma notória e completamente desnecessária demonização de pessoas e uma real e sensacionalista caça às bruxas”. &#8211; De maneira que, não se trata de defesa de atitudes tal como a pedofilia, que afinal é um crime, mas uma maneira de lidar com o tema sob outras perspectivas menos radicais, quando constatamos por exemplo que a mesma parcela da sociedade que condena ardorosamente a pedofilia é aquela que se encanta com o apelo sexual de jovens (cada vez mais jovens) corpos expostos na mídia, ou que hipervaloriza a frescura e o vigor da juventude em detrimento das marcas do tempo ou qualquer outro sinal de decadência física, ou ainda cujo avô ou qualquer outro ascendente tenha casado com uma meninota mal ela tivesse tido sua primeira menstruação e isto era perfeitamente aceito e até desejado pelos pais da menina- prossegue Diniz.</p>
<p>Tânia Montoro, professora da UnB que foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem) da universidade e brigou pela criação da delegacia de atendimento especial à Mulher (DEAM) no Distrito Federal, afirma que estudos de gênero continuam sendo marginalizados, recebendo pouco espaço no meio acadêmico. Durante o Estudos Feministas e de Gênero em Brasília, que além da já citada Margareth Rago, também contou com a presença de muitos outros especialistas em gênero e feminismo, Montoro, que é reconhecida nacionalmente por seus trabalhos, conta que já foi criticada pela linha que segue e aconselhada a tomar frente de assuntos “mais sérios”. Ela afirma também que “as faculdades não abrem cursos de gêneros e a mídia ainda não sabe representar minorias”, e acrescenta que as pessoas não entendem elementos abstratos com facilidade, por isso disciplinas nessas áreas são tão importantes.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=106&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2009/06/22/estudos-sobre-genero-contribuem-nas-universidades/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>1968: Conscientemente ou não, ano de revolução feminina</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/22/1968-conscientemente-ou-nao-ano-de-revolucao-feminina/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/22/1968-conscientemente-ou-nao-ano-de-revolucao-feminina/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 05:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[feministas]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[queima de sutiãs]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=101</guid>
		<description><![CDATA[O início de uma revolução
Quarenta anos passaram-se e 1968 continua ativo no imaginário coletivo. 
Pudera. Um ano de intensa revolução, principalmente cultural e, curiosamente, paralela em diversos lugares, não pode ser esquecido assim facilmente.
Brasil, França, Estados Unidos, República Tcheca e Alemanha são alguns dos países em que jovens inconformados protestavam, quebravam regras, exigiam reformas políticas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=101&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>O início de uma revolução</strong></p>
<p><img src="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/12/1968-feminismo.jpg?w=209&#038;h=320" alt="1968-feminismo" title="1968-feminismo" width="209" height="320" class="alignleft size-full wp-image-102" />Quarenta anos passaram-se e 1968 continua ativo no imaginário coletivo. </p>
<p>Pudera. Um ano de intensa revolução, principalmente cultural e, curiosamente, paralela em diversos lugares, não pode ser esquecido assim facilmente.<br />
Brasil, França, Estados Unidos, República Tcheca e Alemanha são alguns dos países em que jovens inconformados protestavam, quebravam regras, exigiam reformas políticas ou o que quer que fosse necessário para a melhoria de sua pátria.</p>
<p>Com isso, as minorias antes deixadas de lado, passaram a também ter voz, como, por exemplo, negros, homossexuais e, claro, as mulheres.</p>
<p>Para esclarecer: o feminismo não surgiu em 68. Várias mulheres de épocas anteriores já haviam lutado contra a dominação masculina e o patriarcado de uma maneira geral, revoltando-se com a baixa instrução que lhes era destinada, exigindo o direito de votar e mais participação política, entre outras coisas. Mas 68 foi um ano barulhento e, para serem ouvidas, as mulheres precisavam fazer barulho também.</p>
<p><strong>A emblemática queima de sutiãs</strong></p>
<p>Quando o assunto é feminismo no ano de 1968, logo vem à cabeça das pessoas mulheres queimando sutiãs. De acordo com a doutora de Sociologia em Educação, a paulista Daniela Auad, em seu livro “Feminismo – Que história é essa?”, isso não passa de exagero de jornalistas que, na época, queriam chamar atenção. Ela conta que o acontecido, na verdade, foi o seguinte: em um concurso de Miss, nos EUA, mulheres se uniram para protestar contra os altos padrões de beleza vigentes, e jogaram sutiãs e cosméticos em baldes de lixo.</p>
<p>Já a alemã Frigga Haug, professora de Sociologia e Psicologia Social, afirma em seu texto “O novo movimento feminista”, que em protesto contra a indústria de lingerie, uma queima de sutiãs foi organizada em Berlim.</p>
<p>Sutiãs à parte, o importante é que as mulheres de diferentes locais estavam protestando contra comportamentos que lhes eram impostos. Elas não queriam ser o que era esperado que uma mulher fosse. Elas queriam autonomia. </p>
<p>O porquê de seus atos deve ser analisado. Não apenas os atos lançados a esmo, como se não possuíssem causa ou fundamento. Muitas vezes, com o intuito de menosprezar e criticar o feminismo, a tal “queima de sutiãs” é usada para “demonizar” a imagem das mulheres.</p>
<p><span id="more-101"></span></p>
<p><strong>Mulheres de 68</strong></p>
<p>A participação das mulheres naquela época foi grande. Eram militantes políticas em movimentos partidários, lutavam contra a ditadura, apoiavam minorias étnicas, pediam o fim da guerra do Vietnã, entre outras coisas.<br />
Mas ainda faltava uma representação feminina em áreas de poder. Existiam desigualdades no mercado de trabalho e no plano educacional e as mulheres ainda sofriam preconceito e eram subjugadas, mesmo com toda a mudança de mentalidade que ocorria em 68.  Isso gerou uma inquietação coletiva, que resultou em ações de protesto, inconscientes ou conscientes.</p>
<p>As mulheres que agiam inconscientemente podem ser chamadas de “feministas intuitivas”. Elas não estudavam a condição da mulher, nem tinham um conceito formado sobre o assunto, mas, de alguma forma, sentiam que algo estava errado, e faziam sua parte para mudar a realidade. No Brasil, temos alguns exemplos, como a atriz Marília Pêra, que atuava na peça “Roda Viva” e foi presa duas vezes em 68, lutando contra o cerceamento artístico. A atriz Maria Gladys, musa do cinema marginal que atuou em diversos filmes polêmicos e viveu 68 ao pé da letra: sexo, drogas e rock’n’roll, além da polêmica Leila Diniz, também atriz, que falava abertamente sobre assuntos que eram considerados tabus, como sexo e sexualidade,  tinha uma linguagem recheada de palavrões e foi a primeira gestante trajando roupa de banho a aparecer em público. Ocorreu também, no segundo semestre de 68, a fundação do “Movimento Feminino Pela Anistia”, com a proposta de mobilizar a opinião pública contra as prisões, cassações, assassinatos, torturas, entre outros absurdos cometidos pelo governo militar. </p>
<p>Elas não protestavam em nome das mulheres, mas o fato de serem mulheres questionando a organização da sociedade já causava alterações no modo de pensar das pessoas.</p>
<p>As feministas conscientes foram aquelas que perceberam a situação de opressão em que as mulheres viviam, e passaram a realizar reuniões, debates, protestos e estudos relacionados aos direitos femininos. Elas questionavam as raízes das desigualdades políticas, trabalhistas e civis, bem como imposições comportamentais. Em 1968, na Alemanha, atuava a já citada Frigga Haug. Nos EUA, Gloria Steinem estava se tornando cada vez mais politizada, escrevendo a coluna “The City Politic” para a “New York Magazine”, e cada vez mais envolvida com o feminismo graças a encontros com o grupo radical “Redstockings”. Também nos EUA, Betty Friedan, que já estudava o assunto há muito tempo, fundou a “Conferência Nacional de Rejeição das Leis Sobre o Aborto”, que se transformaria depois na “Liga Nacional de Ação Pelo Direito ao Aborto”. Na França, a psicanalista e cientista política Antoinette Fouque fundava o “Mouvement de Libération des Femmes” (“Movimento de Liberação das Mulheres”). No Brasil, algumas das feministas importantes foram Maria Amélia Teles, mais conhecida como “Amélinha”, militante de esquerda, que foi presa e torturada com o marido e os filhos pequenos, e Heleieth Saffioti, socióloga, autora de diversos de livros, e sempre recomendada para quem quer se aprofundar na história do feminismo brasileiro.</p>
<p><strong>Reflexo de 68 nos dias atuais</strong></p>
<p>Com a chegada da pílula anticoncepcional (que foi criada em 1957, licenciada em 1960, mas popularizada a partir de 1968), questionamentos dos valores vigentes, protestos, reuniões e aparições na mídia, as mulheres passaram a perceber elas mesmas como protagonistas de suas próprias vidas. Conheceram melhor a própria sexualidade e as próprias vontades. Talvez, sem esse impulso de libertação causado nos jovens de 68, o mundo hoje estivesse muito mais sombrio.</p>
<p>Mas ainda não é o bastante. Muitos falam sobre o “pós-feminismo”, mas toda a jornada do feminismo, em suas diferentes vertentes, ainda não terminou. Ainda existem mulheres que sofrem, estão à margem da sociedade, são discriminadas, abusadas, estupradas e desrespeitadas de todas as formas. E, muitas vezes, esse preconceito vem embutido, disfarçado de senso comum: “Dirige mal porque é mulher”, “Essa daí gosta de apanhar”, “Mulher não leva jeito pra esportes”, etc.</p>
<p>O feminismo não é coisa de mulher mal-amada, feia ou invejosa, como é caricaturalmente estereotipado por aí. E nem é algo exclusivamente feminino, pois, com a libertação da mulher, o homem também fica livre de seus papéis pré-formatados. O feminismo é uma luta de todos, para que homens e mulheres, de todas as etnias, possam ter espaço para pensar e agir da forma que preferirem, num mundo justo e melhor.</p>
<p>Assim como 1968, o feminismo não terminou.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/101/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=101&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/22/1968-conscientemente-ou-nao-ano-de-revolucao-feminina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/12/1968-feminismo.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">1968-feminismo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A jornada do escritor</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/05/a-jornada-do-escritor/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/05/a-jornada-do-escritor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 20:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[christopher vogler]]></category>
		<category><![CDATA[jornada do escritor]]></category>
		<category><![CDATA[jornada do herói]]></category>
		<category><![CDATA[joseph campbell]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=94</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;A jornada do escritor&#8221;, livro de Christopher Vogler, roteirista e consultor de diversos longa-metragens bem-sucedidos da Walt Disney, Warner Bros, 20th Century Fox, entre outras grandes empresas, é um convite à viagem da escrita.
Com a experiência de quem já avaliou muitos roteiros, ele conta como várias narrativas, apesar de diferentes entre si, apresentam estruturas semelhantes. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=94&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/12/direito20320maos20escrevendo20-efaioli.jpg?w=225&#038;h=300" alt="direito20320maos20escrevendo20-efaioli" title="direito20320maos20escrevendo20-efaioli" width="225" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-95" />&#8220;A jornada do escritor&#8221;, livro de Christopher Vogler, roteirista e consultor de diversos longa-metragens bem-sucedidos da Walt Disney, Warner Bros, 20th Century Fox, entre outras grandes empresas, é um convite à viagem da escrita.</p>
<p>Com a experiência de quem já avaliou muitos roteiros, ele conta como várias narrativas, apesar de diferentes entre si, apresentam estruturas semelhantes. &#8220;Pelos anos afora, comecei a reparar que havia alguns elementos comuns nos mitos e nas histórias de aventuras, certos personagens, adereços, locações e situações que eram intrigantemente familiares&#8221;, escreve.</p>
<p>Quando se deparou com o trabalho do mitólogo Joseph Campell, em especial o livro &#8220;O herói de mil faces&#8221;, Vogler finalmente pôde organizar suas intuições a respeito dos padrões vigentes nos mitos e na construção das histórias. As idéias de Campbell basicamente eram essas: em seus estudos mundiais do &#8220;mito do herói&#8221;, percebeu que todas as narrativas, conscientemente ou não, são baseadas nas mesmas coisas. Os detalhes e as variações mudam em cada época e cultura mas, fundamentalmente, são iguais. A história é sempre sobre um herói, que sai do lugar em que está acostumado a viver por alguma causa em especial e acaba entrando em uma grande aventura, passando por  diversas situações e provações. Vogler conta o &#8220;mito do herói&#8221; à sua própria maneira, e convida o leitor a fazer o mesmo. Ele afirma que cada contador de histórias possui diferentes propósitos e necessidades culturais.</p>
<p><span id="more-94"></span></p>
<p>Vogler fala  também sobre os &#8220;arquétipos&#8221;, termo do psicólogo Carl G. Jung usado para designar padrões de personalidade compartilhados por todas as pessoas, como se existisse uma espécie de &#8220;inconsciente coletivo&#8221;, assim como existe o insconsciente pessoal. Resumidamente, eles podem ser considerados personificações das qualidades humanas. Os arquétipos se apresentam das mais diferentes formas narrativas, e não permanecem os mesmos do início ao fim. Como afirma o próprio escritor: &#8220;(&#8230;) descobri outra maneira de encarar os  arquétipos &#8211; não como papéis rígidos para os personagens, mas como funções que eles desempenham temporariamente para obter certos efeitos numa história&#8221;.</p>
<p>Para ilustrar os estágios da jornada do herói e, paralelamente, os arquétipos, são usados  desde mitos antigos, até desenhos animados e filmes atuais.</p>
<p>Vogler afirma que um &#8220;herói&#8221; pode ser tanto um homem quanto uma mulher, mas, visto que as mulheres antigamente, em diversas civilizações, foram queimadas, maltratadas, hostilizadas e tidas como incapazes, a maior parte dos mitos existentes mostram homens como protagonistas. Alguns filmes mais atuais apresentam mulheres, como o &#8220;Mágico de Oz&#8221;, por exemplo, mas os homens ainda são maioria. Talvez porque, como explica o livro, a palavra &#8220;herói&#8221; vem do grego &#8220;proteger e servir&#8221;, características predominantemente vistas como masculinas, já que o &#8220;servir&#8221;, no caso, não está relacionado à servidão, e sim a ser útil e ajudar as pessoas ao redor.</p>
<p>O final do livro fica por conta das análises de alguns longas famosos, tendo como base a jornada do herói. A análise mais interessante é a do filme &#8220;Pulp Fiction&#8221;. O autor traça um paralelo entre a história fragmentada do filme e a juventude igualmente fragmentada dos dias de hoje.</p>
<p>O livro &#8220;A jornada do escritor&#8221;, como o próprio Christopher Vogler faz questão de frisar no início, não é um manual ou um guia, e nem deve ser levado ao pé da letra, para não ocorrerem estereótipos. É uma forma, não uma fórmula, e visa fazer o leitor entender mecanismos que fizeram boas histórias funcionarem. O ideal é que as informações sejam engolidas e regurgitadas de uma nova maneira.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=94&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/05/a-jornada-do-escritor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/12/direito20320maos20escrevendo20-efaioli.jpg?w=225" medium="image">
			<media:title type="html">direito20320maos20escrevendo20-efaioli</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>1968: O ano que não terminou</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/03/1968-o-ano-que-nao-terminou/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/03/1968-o-ano-que-nao-terminou/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 17:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[contestação]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[Zuenir Ventura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=63</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;1968: O ano que não terminou&#8221; é um livro do escritor e jornalista Zuenir Ventura e foi lançado 20 anos após a data do título. Serviu de inspiração para a minissérie &#8220;Anos Rebeldes&#8221;, veiculada em 1992 na Rede Globo, e até hoje é uma referência para estudiosos e curiosos sobre o assunto.
Zuenir não apenas escreveu, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=63&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_91" class="wp-caption alignleft" style="width: 157px"><img class="size-medium wp-image-91 " title="zuenir" src="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/12/zuenir.jpg?w=147&#038;h=210" alt="Zuenir Ventura" width="147" height="210" /><p class="wp-caption-text">Zuenir Ventura</p></div>
<p>&#8220;1968: O ano que não terminou&#8221; é um livro do escritor e jornalista Zuenir Ventura e foi lançado 20 anos após a data do título. Serviu de inspiração para a minissérie &#8220;Anos Rebeldes&#8221;, veiculada em 1992 na Rede Globo, e até hoje é uma referência para estudiosos e curiosos sobre o assunto.</p>
<p>Zuenir não apenas escreveu, como também esteve envolvido em muitos dos acontecimentos.  Mas, além da vivência, muita pesquisa foi feita em jornais e revistas antigos, e milhares de depoimentos foram concedidos. Isso permitiu uma variedade maior de pontos de vista, garantindo um arquivo mais extenso de fatos no imaginário do leitor, o que ajuda na reconstrução e entendimento do que está sendo contado.</p>
<p>O livro aborda superficialmente o ano de 1968 nos outros países, e mergulha totalmente no Brasil da época. Começa falando sobre o &#8220;Réveillon da Casa da Helô&#8221;, festa que aconteceu na virada de 1967 para 1968 com diversas personalidades, intelectuais e políticos, usada como metáfora para contextualizar o que estava por vir. &#8220;Mais do que buscar diferenças ideológicas e pessoais, era hora procurar os seus pares, acertar o passo e dançar conforme a música&#8221;, escreve o jornalista.</p>
<p>A partir do &#8220;Réveillon da Casa da Helô&#8221;, vários personagens reais da época vão surgindo e nos transportando para outros acontecimentos, atraindo mais outros personagens. Seus hábitos, comportamentos e ideais vão sendo revelados. A bebedeira juvenil vai se tornando algo mais condensado a partir do momento em que esses até então jovens se reúnem e começam a questionar valores vigentes (muitos até hoje), como virgindade, profissões, casamento e sua funcionalidade, entre outros.</p>
<p><span id="more-63"></span></p>
<p>Com toda essa contestação, mudanças foram ocorrendo na sociedade. A mulher começou a tomar a pílula, as pessoas passaram a discutir o sexo e a sexualidade. Uma certa ambigüidade pairava no ar, pois muitas vezes ações e discursos não andavam paralelamente. Mas, com certeza, transformações estavam ocorrendo, gerando debates inflamados.</p>
<p>A geração de 68 não era mais inocente, graças a tudo que passou a acontecer a partir de 1964: alienação, repressão, censura, tortura e mortes. Ela desprezava o passado recente, e queria um futuro melhor. Apesar de alguns erros terem sido cometidos na tentativa de efetuar mudanças, foi uma época de produção cultural intensa, tanto que até hoje ouvimos falar (ou vemos novos trabalhos) de muitas pessoas que fizeram parte da história dessa &#8220;revolução&#8221;.</p>
<p>O modo como Zuenir intercala histórias sobre política, música, prisões, roupas, drogas, festivais e filmes torna o livro ainda mais interessante. Mostra diversas facetas de como era viver em 1968, o que acaba transformando o livro em um romance real. Mas sem exageros ou passionalidade. O livro é um relato sincero, com passagens ora tristes, ora bem humoradas, empolgantes ou revoltantes tanto pela atitude dos poderosos quanto pelas contradições dos &#8220;revolucionários&#8221;. Como o autor cita nos agradecimentos, poderíamos chamar de &#8220;jornalismo de reconstrução&#8221;.</p>
<p>&#8220;1968: O ano que não terminou&#8221; é um close em uma época que, como um furacão, passou chacoalhando tudo ao redor, apesar de quem estivesse muito perto não pudesse conceituar exatamente o que estava acontecendo. E independente de as pessoas terem sido contra ou a favor dos fatos ocorridos, não há como negar a importância desse ano, não só para o Brasil, como para todos os países que &#8220;explodiram&#8221; e transformaram sua realidade. Como diria Umberto Eco na introdução do livro, &#8220;pode-se processá-lo, analisá-lo, condená-lo, mas não cancelá-lo como um fenômeno de loucura&#8221;.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=63&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/12/03/1968-o-ano-que-nao-terminou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/12/zuenir.jpg?w=210" medium="image">
			<media:title type="html">zuenir</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Shattered Glass</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/11/28/shattered-glass/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/11/28/shattered-glass/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 13:46:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Ray]]></category>
		<category><![CDATA[fraude]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Shattered Glass]]></category>
		<category><![CDATA[stephen glass]]></category>
		<category><![CDATA[The New Republic]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=37</guid>
		<description><![CDATA[
O filme ‘Shattered Glass’, de 2003, escrito e dirigido por Billy Ray, é baseado em fatos reais. Conta a trajetória profissional de Stephen Glass, um jornalista que chegou ao topo de sua carreira com apenas 25 anos de idade, trabalhando na The New Republic, importante revista norte-americana e, devido a atitudes fraudulentas, arruinou tudo o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=37&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-38" title="shta3" src="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/11/shta3.jpg?w=208&#038;h=298" alt="shta3" width="208" height="298" /></p>
<p>O filme ‘Shattered Glass’, de 2003, escrito e dirigido por Billy Ray, é baseado em fatos reais. Conta a trajetória profissional de Stephen Glass, um jornalista que chegou ao topo de sua carreira com apenas 25 anos de idade, trabalhando na The New Republic, importante revista norte-americana e, devido a atitudes fraudulentas, arruinou tudo o que construiu.</p>
<p>Ele era uma pessoa muito querida no seu trabalho. Tinha muito medo de repreensões e estava sempre tentando agradar aos colegas e superiores. Escrevia ótimos artigos, com histórias interessantes, mas que já apresentavam sinais de farsa pois, muitas vezes, informações contidas em suas reportagens eram questionadas. Glass desconversava. Até então não existiam muitas provas concretas de sua dissimulação.</p>
<p><span id="more-37"></span></p>
<p>Um dia, ele resolve escrever um artigo intitulado ‘Hack heaven’, como se ele houvesse presenciado os fatos contados, onde revela a contratação de um jovem hacker por uma grande empresa de informática, a Jukt Micronics. E vai além. Conta sobre as exigências que esse garoto fez ao ser contratado (como por exemplo, uma assinatura vitalícia das revistas Playboy e Penthouse, uma viagem para a Disney, o gibi número um dos X-men, entre outras), e sobre uma suposta conferência de hackers que eles foram após a efetivação de tal contratação. </p>
<p>Adam Penenberg, um repórter da Forbes.com decide investigar essa história fantástica e apura que vários dados da reportagem estão incorretos ou não existem. A TNR continua firme ao lado de Stephen mas, com o tempo, a situação vai ficando cada vez mais complicada pra ele. Adam lhe pede os contatos de George Sims, presidente da Jukt Micronics, e se depara com um website muito pobre para ser de uma grande empresa e com um telefone que não pára de cair na caixa postal.</p>
<p>Stephen diz que também acha tudo isso muito estranho, e que talvez as pessoas envolvidas nesse meio sejam assim mesmo, excêntricas. Só que, em determinado momento, nem seu próprio editor confia em suas palavras, e o jornalista tenta alegar que talvez tenha sido enganado. Mas não adianta mais tentar se defender, todos descobrem que ele forjou todas as evidências que poderiam provar a existência da Jukt Micronics, e uma grande carreira que estava apenas iniciando vai por água abaixo.</p>
<p>Após tal descoberta, todos os textos de Stephen Glass foram apurados, e foi descoberto que mais da metade dos 41 artigos que ele escreveu para a The New Republic eram falsos, ou parcialmente falsos.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=37&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/11/28/shattered-glass/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/11/shta3.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">shta3</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ética no Jornalismo</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/11/19/etica-no-jornalismo/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/11/19/etica-no-jornalismo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 13:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[guerra dos mundos]]></category>
		<category><![CDATA[gugu liberato]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[orson welles]]></category>
		<category><![CDATA[pcc]]></category>
		<category><![CDATA[stephen glass]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=24</guid>
		<description><![CDATA[O assunto &#8220;ética&#8221; é muito discutido hoje em dia e, diferentemente da moral, palavra que muitas vezes inconscientemente (e erroneamente) associamos como um sinônimo, não procura ditar regras de conduta, definindo o que é certo ou errado. A ética visa o entendimento das relações humanas e o modo de pensar dos homens.
Ao tratarmos desse assunto, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=24&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O assunto &#8220;ética&#8221; é muito discutido hoje em dia e, diferentemente da moral, palavra que muitas vezes inconscientemente (e erroneamente) associamos como um sinônimo, não procura ditar regras de conduta, definindo o que é certo ou errado. A ética visa o entendimento das relações humanas e o modo de pensar dos homens.</p>
<p>Ao tratarmos desse assunto, não devemos nos basear apenas em determinadas atitudes isoladamente para chegarmos a uma conclusão, mas também no contexto em que essas atitudes foram tomadas, e com que intenções. É aí que entra a discussão da ética no jornalismo. É errado mentir e subornar fontes para conseguir informações de interesse público? É errado usar textos de outras pessoas sem citá-las como autoras dos mesmos? É errado publicar informações falsas que irão prejudicar inocentes? E publicar fatos apurados que prejudicarão pessoas que realmente cometeram erros?</p>
<div id="attachment_83" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><img class="size-full wp-image-83 " title="welles1" src="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/11/welles1.jpg?w=227&#038;h=288" alt="Orson Welles" width="227" height="288" /><p class="wp-caption-text">Orson Welles</p></div>
<p>Há 70 anos, ocorreu um dos acontecimentos pioneiros nesse tipo de discussão. Orson Welles, na época radialista, transmitiu o livro &#8220;Guerra dos Mundos&#8221;, de H.G. Wells, que fala sobre a invasão da Terra por extraterrestres, na CBS. Ele alertou apenas no início da transmissão que se tratava da reprodução de uma obra de ficção. Mas tamanha era a veracidade com que ele atuava (apesar de alguns detalhes que o denunciavam, mas as pessoas não reparavam, como por exemplo, ele estar em um lugar e, rapidamente já estar em outro), que isso gerou uma espécie de histeria coletiva na população americana. Após a verdade ter vindo à tona, ele foi induzido a dizer que não causou a comoção intencionalmente. Com o tempo, afirmou que sua intenção foi fazer uma experiência para as pessoas perceberem que não devem sempre acreditar cegamente em informações pré-formatadas. Foi anti-ético o que Welles fez?</p>
<p><span id="more-24"></span><br />
Como disse Eugênio Bucci, em seu livro &#8220;Sobre Ética e Imprensa&#8221;, a ética é saber escolher entre &#8220;o bem&#8221; e &#8220;o bem&#8221; (ou &#8220;o mal&#8221; e &#8220;o mal&#8221;). Um &#8220;delito&#8221; foi cometido, mas gerou um grande debate. Até hoje é um caso usado por muitos estudiosos. Logo, seus resultados foram positivos.</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_85" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-85" title="pcc2" src="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/11/pcc2.jpg?w=300&#038;h=210" alt="PCC de mentira" width="300" height="210" /><p class="wp-caption-text">PCC de mentira</p></div>
<p>Em contrapartida, aqui no Brasil, em 2001, foi exibida uma entrevista com supostos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital, uma organização criminosa fundada em São Paulo) no programa &#8220;Domingo Legal&#8221;, em que ameaçavam pessoas conhecidas em rede nacional. Algum tempo depois, foi descoberto que esses &#8220;criminosos&#8221; eram apenas atores contratados pelo SBT. Essa farsa foi criada sem nenhum fundamento, apenas com o intuito de atrair a população e aumentar o ibope do programa. Gugu Liberato, apresentador do programa, só se pronunciou recentemente sobre o caso, afirmando que não sabia de nada, porque não viu a matéria antes de ela ir ao ar, numa tentativa de jogar a culpa totalmente em cima da equipe de produção.</p></div>
<p>Outro caso onde apenas a má-fé e motivos particulares foram usados foi o do jornalista Stephen Glass. Ele escreveu para a &#8220;The New Republic&#8221;, importante revista norte-americana, por algum tempo (além de ter colaborado em diversos veículos), e era considerado um jornalista muito talentoso. Porém, foi descoberto que a maior parte dos seus artigos eram inteira, ou parcialmente, forjados. Em uma entrevista para a CBS, ele disse que sua vida era um grande processo de mentira. Mentira para cobrir as mentiras já ditas previamente.</p>
<p>Esses são alguns dos milhares de casos que nos trazem essa discussão sobre a ética no jornalismo. Quanto mais isso for discutido, mais o nosso senso crítico estará afiado para julgarmos essas situações. A ética é um assunto muito delicado, pois uma mentira que gere bons frutos no fim acaba se tornando um bem à sociedade. Mas uma mentira que só atrapalhe a vida das pessoas, além de causar danos jurídicos, faz com que o maior valor que um jornalista pode ter seja totalmente perdido: a credibilidade.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=24&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/11/19/etica-no-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/11/welles1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">welles1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mairavalerio.files.wordpress.com/2008/11/pcc2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">pcc2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Testando&#8230;1, 2, 3</title>
		<link>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/10/17/testando1-2-3/</link>
		<comments>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/10/17/testando1-2-3/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 04:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mairavalerio.wordpress.com/?p=7</guid>
		<description><![CDATA[Oi pessoal, tudo bem?
Após apanhar um pouquinho do wordpress (n00b), peguei o jeito com essa coisa.
Em breve estarei postando pra valer!! Me aguardem, muahaha(/risadamaligna).
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=7&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Oi pessoal, tudo bem?</p>
<p>Após apanhar um pouquinho do wordpress (n00b), peguei o jeito com essa coisa.</p>
<p>Em breve estarei postando pra valer!! Me aguardem, muahaha(/risadamaligna).</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mairavalerio.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mairavalerio.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mairavalerio.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mairavalerio.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mairavalerio.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mairavalerio.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mairavalerio.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mairavalerio.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mairavalerio.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mairavalerio.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mairavalerio.wordpress.com&blog=5195510&post=7&subd=mairavalerio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mairavalerio.wordpress.com/2008/10/17/testando1-2-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/383a3b09f2ead4811ddda2a04cb96424?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Mai.</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>